Menina morta em prédio em SP dizia que apanhava muito; Mãe é suspeita

Menina morta em prédio em SP dizia que apanhava muito; Mãe é suspeitaDe acordo com a Polícia Civil, Sarah era agredida pela mãe em Praia Grande, SP — Foto: Reprodução/Facebook

Amigos de Sarah Fernanda Lage Braz, de 15 anos, afirmam que a menina sempre chegava na escola machucada e reclamava que apanhava muito da mãe. A Polícia Civil investiga a morte da adolescente. Ela morreu no prédio onde morava, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, um dia após sair de um abrigo municipal para onde havia sido levada após sofrer violência doméstica por parte da mãe, que teria desaparecido após o velório.

"Nós estamos muito abalados com tudo isso. Ela morava aqui no prédio. Não achamos que ela se matou. Até porque a mãe não está mais na residência dela. Por que será né?", diz a mãe de uma das colegas de classe de Sarah, que preferiu não se identificar.

De acordo com ela, a adolescente estava costumada a visitá-la antigamente. "Ela era uma menina muito amorosa, sempre vinha aqui ficar com a minha filha. Mas depois não veio mais. Ela sempre reclamava que apanhava muito da mãe. Minha filha chorou e está muito triste com tudo que aconteceu", acrescenta a mulher.

A adolescente morreu um dia após sair de um abrigo municipal para onde havia sido levada após sofrer violência doméstica. Segundo o delegado Sérgio Nassur, da Delegacia Sede da cidade, ela foi encontrada morta na última semana, após cair do apartamento da família no décimo andar. Ao apurar o caso, a polícia começou a suspeitar que a mãe simulou um suicídio para encobrir o assassinato da filha.

Procurada pelo G1, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado, em um primeiro momento, como suicídio e que só haverá novas informações caso algum suspeito seja indiciado pela polícia.

Entenda o caso

Vídeos obtidos pela polícia após a morte de Sarah mostram ela sendo agredida violentamente pela mãe. Nas imagens, a garota aparece sendo alvos de golpes com pedaço de madeira no quarto e depois no banheiro, enquanto tomava banho. Ainda não se sabe quem gravou, mas a suspeita é que tenha sido irmã caçula da vítima, de 10 anos.

A autoridade policial quer localizar a mãe, a filha e o filho, que desapareceram após o velório da adolescente. Segundo Ministério Público de São Paulo, foi cumprida ordem de busca e apreensão no endereço do rapaz, na capital paulista, mas não foram encontradas pistas do paradeiro dessas três pessoas.

No mês passado, uma denúncia fez com que o Conselho Tutelar procurasse a mulher e as filhas, segundo a conselheira tutelar Sueli Agrela. Todas foram ouvidas e encaminhadas à delegacia, onde ficou determinado que as duas meninas, a adolescente e a criança, fossem recolhidas para um abrigo municipal enquanto ocorresse o inquérito, que foi aberto.

O irmão mais velho das duas meninas, que mora na capital, retirou ambas do abrigo. Segundo a Prefeitura de Praia Grande, a liberação ocorreu porque ele foi identificado como "figura protetiva familiar" e também assinou um termo de responsabilidade garantindo que as duas estariam em segurança, mas as devolveu à mãe.

Segundo Ministério Público de São Paulo, serão ouvidos no inquérito o zelador do prédio, vizinhos da família, o responsável pelo abrigo municipal e o conselho tutelar. O laudo da perícia vai determinar a real causa da morte, mas não ainda não há prazo para ele ser divulgado. O nome dos envolvidos permanece em sigilo enquanto ocorrem as investigações.

Adolescente, de 15 anos, foi levada para abrigo com hematomas pelo corpo em Praia Grande, SP — Foto: ReproduçãoAdolescente, de 15 anos, foi levada para abrigo com hematomas pelo corpo em Praia Grande, SP — Foto: Reprodução
Adolescente, de 15 anos, foi levada para abrigo com hematomas pelo corpo em Praia Grande, SP — Foto: Reprodução
 
 
 
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